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Conteúdo para ler, ouvir e assistir:
presença que acolhe, reflexões que inspiram, passos que transformam.
Quando sentir vira um problema: medicalização e produtividade
Medicalização, produtividade e uma sociedade que prefere silenciar o sofrimento a escutar o que ele revela. Talvez o problema não seja que você esteja sentindo demais. Talvez seja que vivemos em um mundo que precisa que você sinta menos para continuar produzindo. Uma máquina não pergunta por que uma peça quebrou. Ela identifica a falha, interrompe o mínimo possível, substitui o componente e volta a funcionar. Às vezes, parece que começamos a olhar para seres humanos da mesma

João André Rodrigues
2 min de leitura


Diagnóstico e mudança: como rótulos podem nos aprisionar como correntes
Há um alívio legítimo em dar nome ao que sentimos. Diagnósticos podem possibilitar o cuidado, abrir portas e oferecer linguagem e sentido quando tudo está confuso. O risco começa quando o rótulo vira casa — confortável, mas sem janelas. Aos poucos, “sou assim por causa disso” escorrega de explicação para álibi, e a vida passa a girar em torno de uma etiqueta que dispensa o atravessamento que a mudança pede. Não é sobre negar nomes nem romantizar sofrimento; é sobre não confun

João André Rodrigues
4 min de leitura


📌 A EXPLOSÃO DOS DIAGNÓSTICOS E O USO EXCESSIVO DE PSICOFÁRMACOS: ESTAMOS REALMENTE CUIDANDO DA NOSSA SAÚDE MENTAL?
Nos últimos anos, temos assistido a uma explosão de diagnósticos psiquiátricos e ao aumento exponencial do consumo de psicofármacos. O que antes era considerado parte da experiência humana – tristeza, ansiedade, desmotivação – hoje se transformou rapidamente em "doenças" a serem tratadas com medicação. Mas será que estamos realmente cuidando da nossa saúde mental ou apenas silenciando sintomas para seguir funcionando dentro de um sistema que exige produtividade constante e co

João André Rodrigues
7 min de leitura


São tantas emoções: reconhecer, nomear e atravessar o que se sente
Uma lágrima contida nos olhos, o peito apertado e a garganta trancada! Um “universo” de emoções que nos atropelam e nos colocam em contato com a imensidão que habita em cada ser. Assustamo-nos com a grandeza desse universo e ficamos por algum tempo atônitos sem saber para que direção olhar, ou melhor, o que sentir diante da força que nos arrasta sem pedir permissão. O ser humano é tido como um ser racional e nossas realizações enquanto espécie são tidas como reflexo dessa cap

João André Rodrigues
2 min de leitura


Tristeza: como reconhecer o que ela comunica
A tristeza é uma emoção pouco aceita. Neste dia, nestes tempos, os temas de quem tenho encontrado me lembram o filme “Divertida mente”. Nele a tristeza, tão rejeitada, tão desdenhada, tão subestimada, é quem tem importante papel para que o conflito vivido pela Riley (protagonista) seja superado. Ignorar a tristeza geralmente não é um bom caminho. Sentir. Deixar que passe. Ela também passa. A tristeza é como uma febre, nos diz que algo está errado. Não ignoramos a febre. Cuida
Dipaula Minotto da Silva
1 min de leitura


O sofrimento não é inevitável!
A maioria das pessoas tem o costume de protelar ações que podem diminuir e muito, a tensão e o desconforto que possam estar vivenciando. Que está normalmente relacionada a dificuldades de dizer não, de colocar limite nas pessoas e situações que possam estar contribuindo ou gerando esse desconforto. Isto acontece, ora pelo medo que temos das consequências do limite que possamos colocar, ora por pensarmos que não temos opções, ou mesmo por não conhecermos de forma suficiente

João André Rodrigues
2 min de leitura


A alegria…
Gosto de escrever sobre as emoções, pois (sem novidade nenhuma) evidenciamos as dificuldades em reconhecê-las, nomeá-las e gerenciá-las Escrevi em outras postagens sobre raiva, medo e tristeza. Hoje quero escrever sobre a alegria. Primeiro, diferencio aqui a alegria (emoção genuína) de aparência feliz. No contexto social atual, a alegria na essência precisa ser reconhecida, porque pouco ou nada tem a ver com stores da moda. Não há livro de autoajuda, receita… não há 10 lei
Dipaula Minotto da Silva
2 min de leitura


Raiva: usina de energia — o que você faz com a sua?
De longe, a raiva é a emoção mais negada, mais rejeitada, mais escondida. Diariamente, nos atendimentos de psicoterapia, na sala de aula, nos trabalhos com grupos e nas relações de modo geral eu a vejo, ela está lá — mas apenas no “outro” (dizem). Talvez, assim como eu, você tenha crescido entendendo que a raiva é um sentimento ruim. Ouvi muitas vezes “é feio sentir raiva”. Talvez, você tenha sido encorajada/o, a expressar sua raiva, colocar os limites necessários. Talvez, vo
Dipaula Minotto da Silva
3 min de leitura
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